Projeto “Viver a Cidade” promove inclusão e lazer para pessoas com deficiência em Salvador
Mesmo com o tempo fechado no início da manhã deste domingo (24), o sol logo apareceu e iluminou a Avenida Magalhães Neto, em Salvador, onde pessoas com deficiência puderam aproveitar mais uma edição do projeto Viver a Cidade. A iniciativa é realizada pela Associação Meu Sorriso, com apoio da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), dentro do programa Viva Esporte.
O projeto disponibiliza gratuitamente diversos equipamentos adaptados — como bicicletas, triciclos, handbikes e cadeiras de corrida — para que participantes possam vivenciar momentos de lazer e prática esportiva ao ar livre, com o suporte de técnicos e voluntários. A atividade contempla diferentes perfis de deficiência, incluindo visual, física, intelectual, paralisia cerebral, amputações, nanismo, entre outras.
Inclusão e acessibilidade
Para Daiane Pina, diretora de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência da Sempre, a ação tem papel fundamental na promoção da inclusão.
“Sem esses equipamentos, muitas crianças não poderiam estar aqui aproveitando a cidade ou praticando esportes. É uma iniciativa maravilhosa, com mais de dez anos, que contempla todas as pessoas com deficiência, sem exceção”, destacou.
O idealizador do projeto, Fred Matos, relembrou que tudo começou de uma necessidade pessoal.
“Queria passear com minha filha pela cidade, mas ela só poderia participar se houvesse um equipamento adaptado. Criei o primeiro triciclo com amigos, e hoje conseguimos abrir essa possibilidade para muitas famílias. É a sensação de pertencer à cidade”, contou.
Depoimentos
A dona de casa Ivanilda da Silva, de 46 anos, levou a filha Isabelle, de oito, que tem Síndrome de Down, para participar da atividade pela primeira vez.
“É uma alegria e uma oportunidade. Vemos acessibilidade, acolhimento e cuidado. Que mais eventos como esse aconteçam para reunir famílias”, afirmou.
Isabelle, por sua vez, não quis parar de pedalar: “Eu gostei muito e quero brincar de novo o dia todo. Todos os meus amigos aproveitaram e eu mais ainda”, disse animada.
Também participante e voluntário, Ítalo Sherlock, de 42 anos, que tem nanismo, elogiou a proposta.
“Nem sempre temos esse lazer em grandes metrópoles. Esse projeto é maravilhoso porque abre espaço para todos”, avaliou.
Já o jovem Guilherme da Silva Gomes, de 16 anos, morador do Novo Marotinho e com deficiência nas pernas, ressaltou o impacto positivo da experiência:
“O lazer e o esporte dão chance de mudar vidas e a saúde. O esporte cura”, afirmou.
Funcionamento
O projeto Viver a Cidade acontece aos domingos e já tem calendário definido até maio do próximo ano. As inscrições são realizadas no local, e cada participante pode utilizar um equipamento por até 45 minutos, podendo alternar, se houver disponibilidade.
Em média, 16 equipamentos adaptados ficam disponíveis, entre eles:
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bicicletas tandem (duplas, ideais para cegos ou pessoas com baixa visão, Síndrome de Down, paralisia cerebral leve e deficiências intelectuais);
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handbikes e cadeiras de corrida (para pessoas com deficiência física);
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framerunnings (para tetraplégicos e pessoas com alto grau de perda de mobilidade);
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triciclos assistidos e bicicletas comuns.
Mais informações estão disponíveis no perfil oficial da iniciativa no Instagram: @projeto.meusorriso.
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